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Segundo
os judeus, sua linhagem e sua fé remontam aos primeiros
líderes de seu povo, como Abraão. Eles crêem que Deus
fez um pacto, ou aliança, com seus ancestrais, e que
por isso devem fidelidade a Ele. Acreditam num Deus
único, tal como se afirma nas palavras iniciais da
declaração conhecida como Shema, que é recitada
diariamente: "Ouve, ó Israel, o Senhor é nosso
Deus, o Senhor é Um". |

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| O
povo do Livro |
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O judaísmo se
baseia nas palavras da Bíblia hebraica, especialmente da
Torá. Por milhares de anos, profetas, rabinos e outros
líderes espirituais acrescentaram um imenso corpo de
comentários à Torá, juntamente com escritos que discutem os
próprios comentários. Esses textos são fonte de conselhos e
autoridade moral numa vasta gama de situações, e sua
complexidade pode intimidar os leigos. A verdadeira essência
da Torá, entretanto, pode ser resumida numa frase:
"Aquilo que te é odioso, não o pratiques contra o teu
vizinho".
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| A
Bíblia Hebraica |
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O
judaísmo é a mais antiga religião a ensinar a crença num
Deus único, onipotente e onisciente. Os judeus acreditam que
Deus os designou como Povo Eleito e que Ele lhes revelou Suas
palavras no Torá - os cinco primeiros e também os mais
importantes livros da Bíblia hebraica. A Bíblia contém a
maioria dos textos hebraicos escritos antes de aproximadamente
150 a.C. Ela fornece aos judeus inúmeras instruções de
conduta e descreve também a história remota do povo judeu -
desde a criação da humanidade até a fundação de
Jerusalém como centro religioso, com o primeiro Templo de
Salomão. Historicamente, os judeus são chamados israelitas
devido ao patriarca Jacó, que depois de um conflito com Deus
recebeu o nome de Israel ("aquele que luta com
Deus"). Saiba
mais sobre a bíblia hebraica...
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| A
Diáspora judaica |
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A fé judaica
nunca pôs ênfase especial na conversão de novos fiéis.
Entretanto, pelo fato de terem sido muitas vezes exilados de
sua pátria em Israel, os judeus se espalharam pelo mundo
todo, no fenômeno da Diáspora, ou dispersão. Embora tenha
enfrentado perseguição ao longo da história, o povo judeu
deu contribuição positiva às sociedades nas quais se
estabeleceu. Atualmente, cerca de um terço de todos os judeus
vive em Israel.
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| Sionismo |
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Por todo esse
período de Galut, ou exílio, a memória de Sião, o nome
tradicional de Jerusalém, perdurou. O movimento sionista
começou a trabalhar pelo retorno dos judeus a Jerusalém no
século XIX. Nem todos os judeus concordam , por acreditarem
que apenas o Messias pode restaurar Jerusalém. Mas a
recorrente crueldade do anti-semitismo, especialmente durante
o Holocausto, antes e depois da Segunda Guerra Mundial, levou
muitos a encararem como essencial a restauração de Israel
como Estado judeu. Se Israel deveria coincidir ou não com os
limites da Terra Prometida original permanece um assunto
polêmico.
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| As
origens do judaísmo |
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O povo judeu
acredita ser descendente de uma tribo que viveu em Canaã,
região normalmente entendida como uma extensa área no
Mediterrâneo oriental e que engloba a maior parte dos atuais
Israel, Jordânia e Síria. No tempo dos patriarcas - Abraão,
seu filho Isaac e o filho deste, Jacó - a região situava-se
entre os grandes centros da civilização no Oriente Médio:
Egito, ao sul; Mesopotâmia, a leste; e a terra dos hititas,
ao norte. Era um corredor natural tanto para comerciantes como
para exércitos invasores. Os judeus crêem ser descendentes
de Abraão, um "arameu errante", que se tornou o pai
de uma grande nação. Deus fez uma aliança com ele e
prometeu-lhe uma terra da qual jorrasse "leite e
mel". Embora os judeus jamais tenham sido, ao longo de
todo o registro histórico, os únicos donos do território, a
terra permanece crucial para sua auto-representação.
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| Esperando
pelo Messias |
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Em hebraico,
"Messias" significa "o ungido". Na
Antiguidade, os reis eram ungidos como sinal de sua escolha
divina. Como pontifica II Samuel, "grande triunfo Ele dá
a Seu rei, e manifesta amor constante pelo Seu ungido".
Acreditava-se que Deus escolhera o rei Davi e seus
descendentes, mas quando já não havia reis em Israel e a
região foi dominada por forças estrangeiras não morreu a
esperança de que Deus enviaria outro rei para corrigir os
erros e dar fim às guerras do mundo. O rei faria aliança com
o justo e mataria o ímpio, e sua chegada poria um ponto final
na história e estabeleceria o reino de Deus na terra. Por
muitos séculos os judeus permaneceram fiéis a essa visão, e
a crença na vinda do Messias está sacralizada em sua
liturgia ou culto. Hoje, para alguns judeus, a fundação do
Estado de Israel mostrou-se um substituto para a antiga
esperança; para outros, o verdadeiro Israel não pode existir
a menos que seja inaugurado pelo Messias; para muitos a
crença original continua.
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Dias
Santos
Ao longo do ano
há várias festas religiosas importantes que comemoram
eventos-chaves na história do judaísmo. Ao congregar as
pessoas para celebrar crenças judaicas, as festas fortalecem
a sinagoga, os laços de família e a ampla comunidade de
judeus espalhados pelo mundo. Representam ainda marcos
familiares, como o ciclo de leituras da Torá, cujo fim e
recomeço são marcados por elas. Da mesma forma, o shabbat,
ou dia do descanso, é um marco familiar a cada semana. Leia
mais...
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| Cultos |
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A religião afeta
todos os aspectos da vida dos judeus, desde os alimentos até
os rituais referentes aos principais acontecimentos da vida,
como nascimento e morte. A prece é uma maneira de servir a
Deus e de vincular-se a Ele. Judeus praticantes rezam três
vezes ao dia: de manhã, à tarde e à noite. A rigor, um
grupo de ao menos dez pessoas (minyan) é necessário para
organizar uma oração, geralmente na sinagoga. Ela inclui a
Shema (declaração de fé) e uma série de bênçãos
chamadas Amidah, ou "prece em pé". Leia
sobre os estágios da vida judaica...
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