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A religião no Japão é uma rica trama de tradições e religiões entrelaçadas que vem se desenvolvendo há mais de dois mil anos. Algumas correntes são nativas, outras foram introduzidas ao longo do curso da história. O povo japonês em geral não faz opção entre as diferentes religiões e, como os chineses, participa de várias delas em diversas ocasiões e com diferentes propósitos. Comum a todas elas é a ênfase em encontrar o sagrado na natureza, o respeito pelos ancestrais nas fortes relações familiares, cultos locais e celebrações e a unidade entre a religião e a nação japonesa.

O torii

Deuses do trovão - Os oito deuses do trovão da mitologia japonesa são muito mais representativos do trovão dos terremotos do que o das tempestades. Eles são mencionados em conexão com os criadores do Japão.Xintoísmo

A religião nativa do Japão é chamada xintoísmo, que significa "caminho dos deuses". Ela recebeu esse nome no século 6. d.C. para distinguir-se do budismo. No cerne do xintoísmo estão seres divinos ou forças da natureza chamados
kamis, cultuados em casa ou em santuários públicos. Há milhares de santuários, desde os grandes de Ise e Izumo, conhecidos nacionalmente, até os menores, encontrados em todas as localidades do Japão. Os fiéis visitam os santuários xintoístas para o culto regular, em festas ou quando querem pedir aos kamis uma graça ou favor especiais. Em todos os casos, o ritual correto é importante para uma comunicação eficaz com os kamis.

Influência Chinesa

A influência chinesa não se restringia ao culto imperial. De tempos em tempos, o budismo chinês dominava a religião japonesa, levando à criação de importantes movimentos e escolas, como Shingon, Terra Pura, Nichiren, Tendai e o zen. Outras vezes dominava o confucionismo ou neoconfucionismo, especialmente na vida pública. Como na China, as pessoas gostavam de participar de diferentes religiões com propostas diferentes: o xintó para nascimentos e casamentos, o budismo para os funerais. No entanto, não faltavam reiteradas tentativas de levar ordem ao cenário religioso e de estabelecer o xintó como religião própria do Japão, ao menos como religião oficial ou do Estado.

As origens do Xintó

A criação do Japão - Izanagi e Izanami, a última das sete gerações de deuses, foram mandados pelas divindades celestiais para "completar e solidificar a terra à deriva". Izanagi mergulhou o arpão-jóia do céu dentro do oceano e depois o retirou, e a água salgada que dele pingou coagulou-se, formando a primeira ilha, Ono-goro-jima. Os dois se tornaram então marido e mulher e deram à luz as ilhas do Japão, bem como a vários deuses, entre eles os do vento, das montanhas e do fogo.As origens do xintó já não podem ser rastreadas; perderam-se na pré-história, emergindo das tradições e práticas das religiões populares japonesas. Registros dos tempos antigos, o Kojiki e o Nihongi só foram compilados no começo do século VIII d.C., já muito influenciados pelas tradições chinesas. Descrevem a criação do cosmo a partir do caos na forma de um ovo que se partiu. Assim como o caminho do kami, o xintoísmo não possui fundador ou cânone de textos sagrados que constituam suas escrituras, assim como nenhum sistema de doutrina fixo ou consensual. Em geral, é visto como uma maneira de manter a sociedade unida por valores e atitudes comuns, sendo os mitos e as práticas religiosas a linha que costura o todo. É uma religião de participação em ritos e festas tradicionais, nos santuários e, por extensão, nos lares. As antigas preces são simples e diretas. Os devotos, nas celebrações da colheita, oram à Grande Divindade Celestial Brilhante que reside em Ise: "Como abençoaste o reino do soberano, fazendo-o longo e duradouro, curvo-me como um cormorão à procura de peixe para adorar-te e louvar-te em meio às abundantes oferendas a ti".

Recorrendo aos Deuses

A religião japonesa é uma rica textura de tradições diferentes, em que os kami, os Budas e os bodhisattvas estão extremamente próximos da vida cotidiana. Os japoneses conversam naturalmente com essas figuras e as fazem participar de suas vidas. Quando vão a um santuário xintoísta e escolhem um número, recebendo um papel com um conselho, advertência ou bênção, não é uma questão de sorte: os kami estão tão próximos que conhecem as necessidades de cada pessoa e direcionam a escolha. Muitas dessas figuras têm funções específicas, como Jizo, Fudo, que protege do perigo, ou Yakshi, que cura mente e corpo. Os japoneses não necessitam optar por determinada religião para se dirigir aos deuses: todos estão igualmente disponíveis, tanto que de tempos em tempos tenta-se mostrar que as figuras de uma religião pertencem verdadeiramente a todas.

Rituais e Festas

Carro de desfile de uma festa xintoísta.O culto japonês pode ser sintetizado na palavra matsuri, vinda de um verbo que significa "entreter" ou "atender". Passou então a significar "servir ao kami", ou a uma pessoa com autoridade, ou às almas que partiram. Matsuri implica, assim, uma atitude de respeito e obediência e uma disposição para ouvir e obedecer. Na religião japonesa, o matsuri pode ser público ou privado. Em público, expressa-se nos muitos festivais realizados nos santuários, onde o kami é recebido como convidado de honra e reverenciado com atos rituais de ação de graças. Os santuários diferem entre si pela sua história, pelo kami que honram e santificam e pela natureza dos rituais que realizam, mas muitos deles compartilham a crença de que os kami são revitalizados nos santuários, especialmente no ano-novo.
Veja o calendário das festividades... e conheça mais sobre os rituais japoneses.

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