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Rituais Católicos Apostólicos Romanos
 
 
 RITUAL FÚNEBRE

Falecimento:
O sentido cristão da morte é revelado à luz do mistério pascal da Morte e Ressurreição de Cristo, em que repousa nossa única esperança. O cristão que morre em Cristo Jesus "deixa este corpo para ir morar junto do Senhor " (2Cor 5,8).

O dia da morte inaugura, para o cristão, ao final de sua vida sacramental, a consumação de seu novo nascimento iniciado no Batismo, a "semelhança" definitiva à "imagem do Filho", conferida pela unção do Espírito Santo, e a participação na festa do Reino, antecipada na Eucaristia, mesmo necessitando de últimas purificações para vestir a roupa nupcial.

A celebração dos funerais:
Os funerais cristãos não conferem ao defunto nem sacramento nem sacramental, pois ele "passou" para além da economia sacramental. Mas não deixa de ser uma celebração litúrgica da igreja. O ministério da Igreja tem, aqui, em vista tanto exprimir a comunhão eficaz com o defunto quanto fazer a comunidade reunida participar nas exéquias, oportunidade em que lhe anuncia a vida eterna.

Os diferentes ritos dos funerais exprimem o caráter pascal da morte cristã e respondem às situações e tradições de cada região, mesmo com relação à cor litúrgica.

Ordo Exsequiarum da liturgia romana propõe três tipos de celebração dos funerais, correspondendo aos três lugares onde acontece (a casa, a Igreja, o cemitério), e segundo a importância que lhe é atribuída pela família, os costumes locais, a cultura e a piedade popular. Este desenrolar é comum a todas as tradições litúrgicas e compreende quatro momentos principais:

  • Acolhimento da Comunidade:
    Uma saudação de fé abre a celebração. Os familiares do defunto são acolhidos com a palavra de "consolação" (no sentido do Novo Testamento: a força do Espírito Santo na esperança). A comunidade orante que se reúne escuta também "as palavras de vida eterna". A morte de um membro da comunidade (ou o dia de aniversário, o sétimo ou trigésimo dia) é um acontecimento que deve fazer ultrapassar as perspectivas "deste mundo" e levar os fiéis às verdadeiras perspectivas da fé em Cristo ressuscitado.

  • Liturgia da Palavra
    Por ocasião dos funerais, exige uma preparação bem atenciosa, pois a assembléia presente ao ato pode englobar fiéis pouco assíduos à liturgia e também amigos do falecido que não sejam cristãos. A homilia em especial deve "evitar o gênero literário de elogio fúnebre" e iluminar o mistério da morte cristã com a luz de Cristo Ressuscitado.

  • Sacrifício Eucarístico:
    Se a celebração se realiza na Igreja, a Eucaristia é o coração da realidade pascal da morte cristã. É então que a Igreja exprime sua comunhão eficaz com o defunto: oferecendo ao Pai, no Espírito Santo, o sacrifício da morte e ressurreição de Cristo. Ela lhe pede que seu filho seja purificado de seus pecados e suas conseqüências e que seja admitido à plenitude pascal da mesa do Reino. É pela Eucaristia assim celebrada que a comunidade dos fiéis, especialmente a família do defunto, aprende a viver em comunhão com aquele que "dormiu no Senhor", comungando do Corpo de Cristo, do qual é membro vivo, e rezando a seguir por ele e com ele.

  • Adeus:
    Ao defunto é a sua "encomendação a Deus" pela Igreja. Este é o "último adeus pelo qual a comunidade cristã saúda um de seus membros antes que o corpo dele seja levado à sepultura". A tradição bizantina o exprime pelo beijo de adeus ao falecido:
    Com esta saudação final "canta-se por causa de sua partida desta vida e por causa de sua separação, mas também porque há uma comunhão e uma reunião. Com efeito, ainda que mortos, não estamos separados uns dos outros, pois todos percorremos o mesmo caminho e nos reencontraremos no mesmo lugar. Jamais estaremos separados, pois vivemos por Cristo, e agora estamos unidos a Cristo, indo em sua direção... estaremos todos reunidos em Cristo".

O Caixão:
A escolha é feita dentro das condições financeiras da família. Para o cristão existe também a possibilidade de cremação do corpo.

Velório:
O corpo do cristão é velado no cemitério, ou em casa ou na igreja. Normalmente se faz com caixão aberto, encimado por um crucifixo e ladeado por quatro velas acesas. Envia-se coroas de flores com mensagem.
Durante o velório, pode-se cantar cantos religiosos, fazer orações e celebrar missa.
Ao Padre cabe efetuar a "encomendação do corpo", com leituras de textos sagrados do Novo Testamento.

Condolências:
De acordo com a necessidade de consolar os enlutados, os Católicos realizam, espontaneamente práticas de confortar, com palavras e gesto, dirigindo-se aos parentes e amigos, do fiel defunto.

Vestimentas: 
Os Católicos têm a opção de adotarem ou não a cor preta como sinal de luto. É de bom tom que os visitantes estejam trajados com cores sóbrias e, sobretudo, trajados decorosamente, com devido respeito e senso de reverência. A cor recomendada pela Igreja Católica para as celebrações dos fiéis defuntos é a cor roxa, sinal de respeito e luto pelo fato ocorrido.

Enlutados:
São todos aqueles que se sentirem nessa posição, consolando-os na paz e na esperança da ressurreição de Cristo independente do parentesco com o falecido(a).

O LUTO
Ritos comemorativos:
Na comunidade Católica, há a prática do luto num período que compreende 7 dias, 30 ou 1 ano de acordo com a vontade dos familiares.
Após o enterro, depois de 7 dias, é celebrada uma missa pela alma do falecido onde se reúnem parentes e amigos, pois os católicos crêem na ressurreição.
Quanto ao túmulo, este poderá ser feito de acordo com a vontade e posses dos familiares. Os católicos adotam o dia 2 de novembro como dia de finados, para se reverenciar os mortos, mas nada impede que nesta data ou em qualquer outra os parentes e amigos visitem os túmulos, podem acender velas, levar flores e rezar pela alma do falecido.

 
 
 
 
 
 
 
 

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